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02/02/2018

   

365 dias de decoração

Opções variadas fazem dos calendários um item que une como poucos a estética à funcionalidade

Fim e início de ano são períodos para se colocar o planejamento em pauta. Para as mentes que buscam organização, a papelaria tem várias opções de produtos para auxiliá-las nessa tarefa. Além das tradicionais agendas, os calendários de mesa e de parede se apresentam como um item versátil, desempenhando tarefas tanto de organização como de decoração. Muito marcado pela sazonalidade, os calendários apresentam uma vocação para o design. Desde os icônicos da Pirelli aos dedicados a artistas consagrados, esse produto captura a atenção do cliente por meio de suas imagens.


Proprietária da Teca, Tereza Cristhina Leopoldo e Silva explica que o licenciamento de artistas conhecidos pelo grande público ajuda na aceitação do produto. Em sua linha, há nomes como Tarsila do Amaral, Di Cavalcanti e Almeida Júnior, autores de pinturas que recorrentemente são utilizados como referência quando o assunto é arte.


“Os calendários de artistas têm uma aceitação de imediato, pois são muito conhecidos. Isso ajuda na aceitação do produto. Como funciona bem como presente, ele é bastante ativado nas compras de final de ano”, explica.


Proprietária da loja em Belo Horizonte que leva seu nome, Patrícia de Deus trabalha com o calendário Contos Bordados. A peça é realizada por um grupo de 12 artesãs, que elabora durante o ano os bordados que serão fotografados para o calendário. Segundo ela, um dos principais atrativos da peça é a beleza do artesanato, que garante ao produto boa saída, reforçando a vocação estética dos calendários.


“É um item decorativo, e a maioria dos clientes opta pelo produto como presente. Em questão de funcionalidade, vejo o calendário de mesa como mais apropriado, pois atua também como uma mini agenda. Percebo no movimento da loja que muito das nossas vendas visam à beleza do produto”, explica.


 


Montando o mix


A sazonalidade do calendário é algo que deve ser bem observado pelo papeleiro - afinal, a utilidade do produto está vinculada ao ano de impressão. Camila Garcia Pulido, coordenadora comercial da Livraria Cultura/Fnac, indica que a época de maior procura ocorre entre os meses de novembro e dezembro, com sua vida útil até abril do ano corrente.


“O planejamento de compra para esse tipo de produto é iniciado no segundo semestre e a chegada dos produtos ocorre no início do quarto trimestre. A projeção de vendas é feita para o período de outubro à março. Caso haja sobras, o produto é incluído em ações de saldo, pois existem demandas de clientes pelas gravuras”, explica.


 Para um produto tão vinculado a data, a montagem do pedido deve ser feita com atenção. Uma estratégia que as papelarias adotam é ir oferecendo aos poucos os calendários, refazendo os pedidos a medida que a procura cresce. Segundo Tereza, as entregas começam em outubro, junto com as agendas. Para ela, quanto mais cedo um produto sazonal estiver disponível no ponto de venda, mais rápido ele vende.


“Há a chance de repor, experimentar os modelos, e ir refazendo o estoque para o Natal. As agendas têm uma vida útil maior que os calendários - mas estes, por conta das imagens, são comprados depois por clientes que desejam emoldura-las”, diz.


Essa possibilidade de emoldurar as figuras faz do calendário de parede um item mais ligado a presentes e decoração; já os de mesa costumam aliar folhas de anotação, apresentando boa saída para o mercado corporativo e de home office. Essa característica de públicos distintos é determinante na estratégia utilizada na montagem do mix e, principalmente, na exposição. Explorar o aspecto visual em expositores verticais ajuda a destacar o produto em meio a outros da loja. Para os modelos de mesa, há os expositores menores, para deixá-los encaixados à mostra.

 

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