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17/08/2018

   

Presente em todos os ambientes

Apesar de muitas vezes passarem despercebidos, os grampeadores e furadores nunca entram em desuso

Em escritórios, consultórios, faculdades, trabalhos manuais em casa... Basta olhar com cuidado ao redor de cada ambiente para perceber a utilidade de grampeadores e furadores em pequenas tarefas do dia a dia. Apesar de contribuírem tanto em diversas atividades, esses dois produtos acabam sempre passando despercebidos em meio aos documentos e papeladas. No entanto, os empresários do ramo não podem esquecê-los, pois esses itens representam vendas significativas o ano todo.


Para potencializar as vendas de grampeadores e furadores, é importante entender suas funcionalidades, conhecer seus principais públicos consumidores e, claro, entender o que está surgindo de atual e inovador no mercado. Cristiane Natalino, porta-voz da Gimba, que atua tanto no e-commerce quanto em loja física, esclarece que seu maior volume de vendas é para pequenas e médias empresas e grandes contratos corporativos.


Os best-sellers


Entre os modelos de grampeadores mais vendidos, Priscilla Pener, compradora sênior da distribuidora Utilipaper, conta que as linhas favoritas dos clientes são de modelos mais básicos de grampos 26/6 com capacidade de grampear de 20 a 30 folhas. Segundo Priscilla, esses grampeadores atendem com eficiência à maior parte das demandas e têm um custo-benefício interessante em relação a outros modelos. “Isso também vale para os furadores. Os preferidos são os com capacidade de furar entre 10 a 35 folhas”, complementa a profissional.


Cristiane, da Gimba, concorda: no uso corporativo, a maior procura é pelo modelo com base de 13 cm e grampeamento de 25 folhas. “Já em nossa loja física o mais vendido é o modelo Mini, para uso doméstico e volta às aulas, para 15 folhas”, ressalta. Ciente dos itens de mais saída, o empresário pode avaliar melhor até onde quer inovar em seu mix. A Gimba, por exemplo, destaca o design das peças que vem sendo trabalhado nos últimos anos, com pinturas eletroestáticas e cores vibrantes. Para grampeadores, a linha “menos esforço” é a mais recente novidade; já para furadores, a linha de EVA, com formatos distintos, geralmente usada em trabalhos artesanais, é destaque.


A Utilipaper também coloca em evidência os modelos elétricos e eletrônicos, que, além de não exigirem força para grampear, são silenciosos. Ela também destaca os modelos feitos especialmente para os segmentos de móveis, moda, tapeçaria, floricultura, artesanato e indústria automobilística.


Valor e giro


A definição de valores de venda é sempre fruto de diversas variáveis, que incluem tanto o produto em si como a estrutura e localização do ponto de venda. A Utilipaper revela que, em média, os modelos básicos podem variar de R$ 9,90 a R$ 14,90. Na Gimba, o valor médio para grampeadores é R$ 12,00, para furadores, R$ 9,00. O tempo de giro também vai depender da especificidade dos produtos, mas Priscilla dá uma média. “Para os modelos básicos, o giro é rápido, em torno de 20 dias, já para os mais específicos, com capacidade superior a 100 folhas ou exclusivos para determinados materiais, como madeira e tecidos, o giro médio é em torno de 60 dias, devido ao valor agregado e às suas particularidades”, explica.


As garantias oferecidas pelas indústrias para esses produtos variam de um a cinco anos segundo a compradora da Utilipaper. Porém, Priscilla alerta que a vida útil dos produtos é indeterminada e dependente das condições de uso. A gerente de compras da Gimba completa: “se o produto cai muito no chão, impacta a durabilidade dele, pois o excesso de quedas pode quebrá-lo ou prejudicar seu funcionamento. Em média, percebemos que esses produtos duram de um a dois anos no mundo corporativo e até 10 anos em uso doméstico”.

 

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