Revista da Papelaria

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07/01/2015

   

Pagamentos na era digital

Plataforma de gerenciamento em nuvem, aplicativo para transferência bancária e chips subcutâneos revolucionam modos de lidar com recursos financeiros

Os avanços na tecnologia da informação permitem que pagamentos sejam feitos por meio de chips implantados sob a pele ou apps para smartphones, com o empresário gerindo o negócio através de uma plataforma baseada no conceito de navegação em nuvem. O que era ficção científica há alguns anos, hoje é realidade graças a iniciativas como o app Snapcash, os chips NFC ou a plataforma Clover.


A First Data traz ao Brasil o Clover, uma plataforma de automação que permite desde aceitar pagamentos de clientes até o cadastro e controle de produtos e fornecedores, possibilitando também a gerência do negócio de maneira remota – esteja o administrador em qualquer lugar com conexão à internet.


“Por meio do Clover é possível aumentar ou reduzir preços, fazer promoções, gerir estoques ou fazer pedidos. A ferramenta permite a gestão para o pequeno varejo sem a necessidade de adquirir diversos equipamentos. Além disso, tudo pode ser feito por meio de um tablet e impressora, pois os dados são armazenados em nuvem”, explica Henrique Capdeville, vice-presidente comercial de adquirência da First Data Brasil.


Segundo Capdeville, o mercado de papelarias do Brasil tem uma importância estratégica nos planos da empresa (que movimenta US$ 1,3 trilhão por ano no mundo). Dos 1.500 clientes pré-cadastrados para o produto, cerca de 10% são papeleiros. A partir do início de 2015, o Clover chega aos estabelecimentos comerciais do país.


“Nossa previsão é colocar o Clover em alguns estabelecimentos em janeiro. Vamos escolher segmentos top de atuação e que tenham necessidades mais adaptáveis ao produto. Fomos muito bem acolhidos pelo segmento de papelarias e levaremos isso em consideração no lançamento”, afirma.


Transferências em três cliques


Já nos Estados Unidos, o Snapchat desenvolveu o Snapcash. O app funciona de maneira simples: basta cadastrar o próprio cartão de débito, digitar um cifrão antes do valor a ser transferido e o valor é repassado à conta do beneficiário. Por enquanto, o recurso só está disponível para aparelhos que rodem o sistema Android e em território norte-americano.


O Snapcash é uma colaboração entre o Snapchat e a Square, empresa fundada por Jack Dorsey (cofundador do Twitter) que, por meio de um pequeno dispositivo plugado ao smartphone, transforma o aparelho em máquina de cartão.


A parceria entre as empresas pode dar credibilidade a um serviço que, por enquanto, é visto com reservas. Isso se explica pelo fato de o Snapchat ter se envolvido num escândalo na virada de 2013 para 2014, quando hackers vazaram imagens íntimas de 4,6 milhões de usuários do app que, supostamente, deveria preservar a privacidade dos envolvidos.


Enquanto isso, na Holanda, a portabilidade de pagamentos foi levada a outro nível quando Martijn Wismeijer, dono de uma empresa de caixas eletrônicos, implantou um chip nas próprias mãos. A ideia de Wismeijer é guardar a própria chave bitcoin sob a pele, nos chips NFC (Near Field Communication), que permitem troca de dados via wireless entre dois dispositivos mediante a simples aproximação entre eles – sem a necessidade de senhas ou cliques – para efetuar compras em locais físicos que aceitam a moeda virtual.


A tecnologia de proteção de dados presente nos bitcoins impede qualquer adulteração por parte dos usuários e garante a credibilidade do valor corrente da moeda, o que vem popularizando cada vez mais a modalidade.


No Brasil, o site Mercado Bitcoin comercializa bitcoins. O serviço converte a cotação da moeda virtual para as reais e permite a compra por meio dos bancos compatíveis, que são: Itaú, Caixa e Santander.

 

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