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10/12/2015

   

Gestão profissional, cuidado familiar

Começando com apenas 40 m², Bazar Arco-Íris expande negócios e se transforma em referência na cidade

A cidade de Canela, no Rio Grande do Sul, é um conhecido destino turístico do estado. Foi lá que, em 1997, Luiz Fernando e Salete Wronski abriram o Arco-Íris Bazar e Papelaria, uma pequena papelaria de 40 m². No início, o portfólio apresentava apenas material escolar e de escritório. Ainda no mesmo ano, decidiram mudar a loja para um local maior.


Desde então, a pequena empresa familiar só aumentou. Em 2000, migraram para uma loja com área bem mais ampla; em 2005, foi a vez de abrir filial na cidade vizinha de Gramado; em 2011, inauguraram a terceira loja, dedicada a materiais de escritório; e ainda contam com depósito de três andares em Canela.


Um dos motivos que levou a empresa familiar ao sucesso foi a incorporação de técnicas profissionais. Essa transição coube às filhas Tatiane, Fernanda e Talita, que aprimoraram a gestão das lojas. “A transição foi bem complicada no início. Meus pais conhecem muito bem o produto e sabem vendê-lo, mas precisávamos de mais informações sobre técnicas administrativas. Coisas que hoje são simples, como não misturar cheque da empresa com particular e instalar um setor de RH para gerir o aumento de funcionários. Nossa atuação foi no sentido de incorporar essa gestão ao negócio, e foi um processo um pouco longo”, conta Tatiane.


Nessa transição, de acordo com ela, a mudança para um software mais robusto de controle do estoque, em 2012, foi fundamental – afinal, não apenas a matriz aumentou muito o tamanho, como duas outras filiais surgiram. Para ela, o mais importante foi envolver os colaboradores e acabar com a prática do “olhômetro”.


Outro ponto importante na evolução da empresa foi o setor de importação. Em 2010, em uma conversa com empresários da cidade, surgiu a ideia de uma viagem a negócios para a China. Tatiane conta que a ideia inicial era comprar malas, pensando no público de turistas da cidade, mas outra boa possibilidade surgiu, ligada a móveis: banquetas. O sucesso foi tanto que hoje eles já estão no quinto contêiner de produtos. 


Para toda essa história de sucesso acontecer, Tatiane aponta dois fatores fundamentais: persistência e atendimento. “Não dá para desistir no primeiro tropeço, mesmo com os muitos desafios envolvendo questões burocráticas. Outra coisa que nós temos muita força é no nosso atendimento. Isso é característico na cidade, seja na seleção dos produtos ou em um agrado ao cliente. Acredito que a persistência no bom atendimento é o que nos fez crescer tanto”.


Em toda essa trajetória de expansão também está a preocupação no mix. Na avaliação de Tatiane, uma boa papelaria tem de ter mix sem ele, a probabilidade de compra do cliente é menor. “Se tem só material de escritório e volta às aulas, ela não sobrevive precisa de linha corporativa, de brinquedos, de bazar. Em uma cidade pequena como a nossa, precisamos de agregar mais produtos o turista aqui não compra um material escolar, mas ele pode comprar um brinquedo ou uma lembrança”, aponta.


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