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30/11/2015

   

Autoestima como competência

No momento atual e único da sociedade, com várias incertezas do futuro e a mudança como um aspecto permanente, o desafio das empresas é desenvolver profissionais que tenham flexibilidade para mudar a estratégia, de acordo com Márcia Dolores Resende, psicóloga, coach e criadora do método Engenharia da Felicidade. A especialista afirma que a autoestima faz a diferença para que um profissional desenvolva bem sua missão. Confira os detalhes na entrevista.

De que forma a autoestima influencia a vida profissional?


Posso resumir que um profissional com potencial a ser desenvolvido é aquele que possui excelente autoestima. Sei que esse termo já foi deveras desgastado, afinal, tudo pode entrar em autoestima. Agora, dentro do contexto corporativo ou no desenvolvimento profissional, pouco se atenta para importância e relevância deste importante fator. Uma pessoa com boa autoestima tem, acima de tudo, equilíbrio, porque possui consciência de suas capacidades e dos pontos a serem aprimorados. Sabe que o melhor comparativo para a sua própria trajetória é uma evolução constante. Tudo isso faz grande diferença quando estamos dentro de uma organização com o envolvimento de várias pessoas para alcance de uma única meta, pois facilita o processo e viabiliza os resultados.


 


Quais são as características de quem possui boa autoestima?


Uma pessoa com boa autoestima está aberta aos feedbacks, pois sabe que ninguém é perfeito, sabe que essa é uma idealização que nos distancia das soluções e que temos condições de crescer a cada momento com os resultados das ações. Ou seja, aprende com as ações. Vamos pensar nas competências voltadas para o trabalho em equipe, tendência que só irá crescer nos próximos anos. A pessoa com boa autoestima tem muito mais condições de relacionar-se e desenvolver com uma comunicação eficaz, porque entende que a comunicação é fazer-se compreender. O que torna isso possível é o respeito que pessoas com boa autoestima têm com as diversidades e as escolhas pessoais. Antes de julgar, ela adota uma postura de compreensão. 


 


O que é capaz de formar essa característica no indivíduo?


Para se ter uma boa autoestima é importante, primeiramente, identificar qual é seu autoconceito, que é formado pelas suas experiências, e quais significados foram atribuídos aos eventos. Uma sequência de eventos que valorizam ação, capacidades, crenças e valores forma uma boa autoestima, que vai facilitar a vida e as relações que a pessoa estabelece com ela e com os demais. Quando se tem equilíbrio, fica simples desenvolver uma atividade com as pessoas e valorizar o resultado de cada um sem sentir demérito por isso – existe uma consciência do próprio valor e do valor das outras pessoas.


 


Como uma pessoa pode ser mais confiante?


Uma dica que torna uma pessoa mais confiante quanto às suas capacidades é ter objetivos claros. Verifique ao redor que pessoas com boa autoestima têm objetivos e sabem o que querem!  


 


Existem estratégias para elevar a autoestima?


Sim. A Programação Neurolinguística (PNL), por exemplo, é uma metodologia que atua com as antigas programações estabelecidas, e muitas vezes engessadas, que tornam uma pessoa com baixa autoestima agindo diante da vida sem entusiasmo. Uma possibilidade fascinante dentro da PNL é poder escrever mentalmente e emocionalmente uma nova trajetória que valorize o que você tem de mais valioso e colabore para a construção saudável da sua autoestima e da sua carreira. A ferramenta é capaz de desenvolver um novo padrão mental, em relação ao próprio autoconceito, e isso é possível mesmo quando se tem uma experiência muito antiga com um registro limitante para a autoestima.

 

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