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13/02/2016

   

O poder da empatia

O que é empatia?


Se buscamos um contato “tête-à-tête”, uma aproximação com o nosso interlocutor, por meio da comunicação interpessoal, precisamos dispor de ferramentas para criar uma conexão com ele. A empatia é um desses recursos capazes de transformar a maneira como nos relacionamos, uma vez que o conceito é definido, em linhas gerais, como a capacidade de nos colocar no lugar do outro.


Quais benefícios podem ser gerados pela empatia?


Stephen R. Covey, escritor estadunidense mundialmente conhecido pelo best-seller Os Sete Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes, afirma que “a empatia é a forma mais rápida de comunicação”. Isso porque, ao criar uma conexão verdadeira com o interlocutor, cria-se confiança no relacionamento. E, para a FranklinCovey, empresa de consultoria fundada pelo autor, confiar nas relações que estabelecemos traz ganhos reais para as empresas.


Na prática, como desenvolver a empatia? 


Primeiro, precisamos ter a intenção e a persistência de ouvir genuinamente. Esvaziar a mente, não buscar respostas autobiográficas nem conselhos são atitudes essenciais. Em seguida, devemos identificar as emoções da pessoa por meio de suas palavras, gestos e fisionomias. Depois, para criar a verdadeira conexão com seu interlocutor ao se comunicar, reflita de maneira respeitosa sobre seus sentimentos e palavras.


Você pode dar alguns exemplos?


Se um colaborador reclama ao gerente que está se sentindo frustrado por determinada situação, o líder, com uma postura empática, poderia dizer: “vejo que você está se sentindo frustrado”. Ao perceber o discurso do gerente, o colaborador sentirá que está sendo ouvido em suas queixas. Mas a empatia não precisa ser utilizada apenas em situações ruins. Geralmente, o recurso é bem-vindo na mediação de conflitos, mas também serve para gerar bons momentos. Por exemplo, sua avó de 90 anos lembra de momentos que viveu enquanto jovem e você diz: “Vó, percebo como se sente feliz ao recordar esse tempo”. O resultado é que os dois conseguiram criar um vínculo emocional forte nesse tipo de relação interpessoal e a empatia foi a ferramenta que trouxe esse efeito.


Ser empático é diferente de ser simpático? 


Sim. Ser simpático é apenas dizer aquilo que as pessoas querem ouvir. Ao ser empático, nos comprometemos a ouvir, respeitar, compreender e refletir, no diálogo, sentimentos e palavras do outro. Isso não quer dizer que tenhamos que concordar com a opinião das pessoas, mas que temos disposição em ouvi-las sob a sua perspectiva. Quando somos simpáticos, queremos realçar o lado bom das coisas. Geralmente, são usadas “muletas” linguísticas como a famosa expressão “pelo menos”. Veja: a pessoa acaba de ser demitida e quer desabafar. Para ser simpático você diz, “pelo menos você tem o seguro-desemprego!”. Além de não aliviar o sentimento em relação àquele momento difícil, a postura “simpática” seguramente caminha na contramão da boa comunicação interpessoal.


Maraísa Lima


Professora especialista em marketing e comunicação empresarial

 

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