Revista da Papelaria

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17/11/2017

   

O sucesso dos scrapbookings

Investimento nessa arte amplia mercado para papelarias e garante incremento nas vendas

Foi-se o tempo em que scrapbooking era apenas uma técnica para decorar álbuns de fotos e cadernos com recortes e colagens em papel. Muito além de atividade terapêutica ou hobby, o scrapbooking vem se consolidando no Brasil como uma forma de arte, além de gerar renda para artesãos e empreendedores que se dedicam à prática e para lojas especializadas em venda de materiais. Má- quinas de alta tecnologia desenvolvidas para o corte e encadernação estão entre os itens mais cobiçados dos amantes do scrap, mas papéis de variados tipos, cortadores, furadores e adesivos fazem parte do kit básico, que pode ser explorado por papelarias para alimentar a febre.


A Casa da Arte, líder no mercado nacional em venda de itens para artesanato, foi uma das primeiras empresas no Brasil a oferecer linhas completas de produtos para scrapbooking. Com 38 anos de história, hoje dispõe de mais de 60 mil itens no portfólio, incluindo scrapbooking e scrapdecor. Carol Guaraldo, diretora da empresa, explica que esse tipo de produto começou a ter mais espaço no mercado nacional por influência da cultura americana, mas logo ganhou uma identidade bem brasileira. “Em feiras internacionais, observamos que essa tendência era muito forte e, como formadores de opinião, trouxemos scrapbooking para o Brasil. Desde então, acompanhamos uma transformação maravilhosa: nosso povo é extremamente criativo e desenvolveu o scrapdecor. O que era uma técnica de decoração de álbuns de fotos se transformou em um mercado maior”.


O artesanato em scrapbooking deu origem, então, a técnicas mistas chamadas de patch scrap e scrap festa. “Hoje em dia, mães colocam a mão na massa para criar festas personalizadas a partir de técnicas de scrap, montam adereços, forminhas de bolo… É uma febre, e o mercado deve estar atento às oportunidades”. Para a papelaria tradicional, Carol acredita que as linhas de adesivos e papéis são um bom nicho de investimento, uma vez que não fogem muito do mix de produtos já disponíveis nas lojas. “O perfil do consumidor, em sua maioria, é de quem faz scrap por hobby ou terapia ocupacional. Quem procura a técnica de scrapbooking quer fazer algo para presentear uma pessoa querida, montar uma recordação criativa ou decorar uma festa com personalidade”, orienta.


Papel, papel, papel


As empresas de papel, de olho nas oportunidades de negócio, investiram em linhas próprias para o público de scrapbooking. A Filipaper Scrap, por exemplo, foi lan- çada há pouco menos de dois anos para atender consumidores que já utilizavam papéis da Filiperson em formato A4, mas desejavam papéis no formato 30,5 x 30,5, padrão para a base do scrapbooking. “É um produto 100% nacional, com a qualidade dos papéis da Filiperson e o diferencial do custo, menor em relação às concorrentes”, destaca Taynara Cardoso, analista de marketing. A linha foi desenvolvida com papéis livres de ácidos, lignina e demais componentes que possam vir a prejudicar as colagens e fotografias, apagando-as e diminuindo a qualidade e nitidez das imagens com o passar do tempo.


Os papéis Scrap da Filiperson ainda possuem folhas com uma e dupla face, brancas e coloridas na massa, o que possibilita maior liberdade na hora da produção das peças. Todas as folhas têm gramatura 180, o que as torna rígidas e flexíveis na medida certa, conferindo estrutura, para peças que necessitem de sustentação, e maleabilidade, para as que precisam ser dobradas e cortadas. Os papéis Filipaper Scrap possuem, ainda, uma vasta gama de padrões de estampas, texturas e cores, que são as seleções dos papéis mais vendidos das linhas Mettalics, Classics e Decor, com o diferencial de serem em tamanhos próprios para o scrapbooking. Dentre os lançamentos recentes estão os padrões madeira marfim e madeira marrom e os papéis Filipaper Glitter Soft, linha desenvolvida exclusivamente com papéis metalizados em quatro cores: rosa, champanhe, azul e prata, revestidos por uma camada de glitter extrafino.


Cores são o destaque da oferta de papéis especiais da Fedrigoni, cuja fábrica no Brasil é responsável pela produção de, aproximadamente, 22 mil toneladas de papel por ano, abastecendo a América Latina e diversos países do mundo. Para atender à cria tividade do mercado gráfico, a empresa dispõe de papéis coloridos com texturas diferenciadas e efeitos especiais. “Temos uma divisão focada na produção de papéis para o mercado de artesanato que só tende a crescer, pois já representa 33% do volume de vendas”, destaca Gustavo Silva, gerente comercial e de marketing.


Outra tradicional empresa do ramo, a Editora Litoarte, fundada em 1970, entrou em 2005 no mercado de produtos para artesanato com o papel de decoupage e ganhou destaque no segmento. Em 2011, começou a produzir papéis para scrapbooking e diferentes modelos de stencil. “Pelo que tenho visto em papelarias, lojistas que implantaram o artesanato têm mantido o faturamento mesmo em meses sazonais. Folhas para scrapbooking, álbuns com recortes especiais e ferramentas necessárias para a confecção da técnica são ótimos produtos para integrar a loja”, opina Marcelo Rigon, do marketing da Litoarte.


E muitos acessórios


A Serilon Crafts, representante de marcas e produtos de scrapbooking no Brasil, tem 17 marcas no portfólio, com destaque para a Silhouette, as encadernadoras WER e texturizadoras Sizzix. Thaysa Karolina Pereira, do marketing da empresa, defende que a arte em scrapbooking tem grande potencial para as papelarias por possibilitar o uso de uma variedade de materiais já disponível nas lojas. “Temos suporte exclusivo para papelarias, tiramos dúvidas sobre os produtos, damos garantia dos equipamentos, além de disponibilizarmos curso gratuito para que os clientes possam aprender os primeiros passos e saí- rem recortando com a sua Silhouette”, destaca Thaysa.


A Serilon Crafts, representante de marcas e produtos de scrapbooking no Brasil, tem 17 marcas no portfólio, com destaque para a Silhouette, as encadernadoras WER e texturizadoras Sizzix. Thaysa Karolina Pereira, do marketing da empresa, defende que a arte em scrapbooking tem grande potencial para as papelarias por possibilitar o uso de uma variedade de materiais já disponível nas lojas. “Temos suporte exclusivo para papelarias, tiramos dúvidas sobre os produtos, damos garantia dos equipamentos, além de disponibilizarmos curso gratuito para que os clientes possam aprender os primeiros passos e saí- rem recortando com a sua Silhouette”, destaca Thaysa.


Dentre os fornecedores de destaque para scrapbooking, a ScrapBrasil diferencia- -se por representar marcas americanas de fôlego, como American Crafts, We R Memory Keepers, Heidi Swapp, Prima Marketing, Sizzix, Silhouette America, Cricut, entre outras. “Temos também a nossa própria marca, Repeteco Scrapbooking, que é pioneira no segmento no Brasil”, detalha Rommel Okuma, do marketing da empresa. Ele acredita que, hoje, o scrapbooking engloba um mercado muito mais amplo, pois passou também a ser material de pequenos empreendedores. “Temos os profissionais de festas que utilizam materiais e ferramentas, artesãos que comercializam peças de artesanato em papel e também papelarias e lojas especializadas que oferecem materiais e aulas”.


Rommel defende que o scrapbooking tem um potencial enorme nas papelarias tradicionais. “Os materiais e as ferramentas de scrap têm um design diferenciado, são mais bonitos, ‘fofos’, alegres e têm cores sedutoras, pois acompanham a tendência da moda e decoração. Tudo isso cativa o consumidor no momento da compra”.


Uma informação valiosa compartilhada por Rommel sobre o perfil dos consumidores é de que quem consome scrapbooking são jovens na casa dos 20 aos 35 anos, pessoas que estão no mercado de trabalho e têm certo poder aquisitivo. “É uma geração que cresceu no mundo analógico e hoje procura produtos e materiais diferentes para manter essa ligação. É algo mais afetivo”.

 

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