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Apagado das escolas?

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O uso do giz escolar ganha novas fórmulas que não são agressivas à saúde e se mantém ativo nas salas de aula

As mãos empoeiradas e o som do risco no quadro-negro ainda fazem parte da rotina diária de professores e alunos de diversas escolas do país. A questão é que, mesmo com o advento de novas possibilidades de ensino, o mercado consumidor de giz escolar permanece. A diferença é que, agora, o item possui novas formulações a fim de não provocar alergias aos professores nem aos estudantes.

A partir dessa tendência, empresas como a Calac e(@ calacindustrial) a Brasinks (@ brasinkstintasemarcadores) pensaram em novas formas de produzir o giz sem que prejudicasse a saúde de seus consumidores. Segundo Ricardo Dastler, diretor-geral da Calac, a diferença do giz produzido está em sua composição, que é feita a partir de gesso ortopédico antialérgico e de pigmentos orgânicos que não são tóxicos, mas à base de água.

Quando perguntado sobre o mercado consumidor, Dastler aponta: “Lembro-me vagamente quando algumas escolas começaram a implantar o quadro branco por conta de alguns boatos de que ele substituiria o quadro-negro, portanto, o giz escolar ia acabar. Meu pai, então diretor da empresa, na época ficou extremamente preocupado com toda aquela situação (o giz já era o nosso carro-chefe). Diante das adversidades, o tempo se encarregou de nos mostrar que o mercado tem espaço para todos”.

Na Calac, a tradição na fabricação de giz para uso escolar está aliada ao desenvolvimento de insumos que não agridem à saúde do usuário

Segundo pesquisas, o produto não pontua diferença no efeito final, mas gera menor acúmulo de pó, suja pouco as mãos dos profissionais e é considerado mais macio. Assim, consequentemente, diminui os riscos dos efeitos alérgicos, uma vez que há menos pó circulando no ambiente. Em relação às alergias, Dastler explica que a empresa atualiza constantemente os laudos de irritabilidade dérmica, ocular, oral e aguda sobre o seu produto.

Já a Brasinks, além de pensar no bem-estar dos consumidores, prezou a funcionalidade ao criar o giz líquido, em formato de caneta, que faz com que o profissional não tenha contato com os componentes da fórmula e alcance diferentes resultados em relação ao giz comum. Para isso, a marca produz três tipos de pontas: redonda, chanfrada e retangular, com traço que varia de 2 a 15 mm e opções de 10 tipos de cores.

Além disso, o produto da Brasinks pode ser utilizado normalmente em quadro-negro, quadro de vidro, lousas e em qualquer superfície que seja lisa e brilhante. Outro ponto importante é que ele é recarregável, explica Juliana Germano, analista de marketing da empresa.

O giz líquido em formato de caneta é a inovação da Brasinks

Do ponto de vista profissional, a professora Marli Santos confirma que a substituição pelo giz antialérgico foi uma mudança benéfica ao contribuir na praticidade, e completa: “Na hora de apagar o quadro, a quantidade de pó que espalha é grande. Já fiquei com giz na roupa muitas vezes”. Dessa forma, a questão da pouca higiene proporcionada pelo antigo material fez com que fosse mais um fator para que o diretor pedagógico Diogo Celistre substituísse esse uso na sua escola. Para ele, a questão da higiene do local também era algo que incomodava, bem como a preservação de seus professores e alunos.

 Assim, o antigo item que marcou a vida escolar de muitos alunos e professores se ressignifica, dando vez às inovações e a novos utensílios que têm a mesma finalidade de ajudar a reproduzir todo o conteúdo que forma milhares de brasileiros diariamente. É o giz de cara nova e mais atraente aos seus consumidores.

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