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Varejo

As 11 tendências do varejo sem fronteiras

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Papelaria As 11 tendências do varejo sem fronteiras

Professor e consultor visita o maior evento do varejo mundial e destaca o que deve tomar a atenção do empresário em 2019

Por Fabrizzio Topper

A NFR-National Retail Federation (Federação Nacional do Varejo) dos Estados Unidos realiza um evento anual para troca de experiência e tendências para o varejo. Com foco em lojas de departamento, lojas especializadas, descontos, catálogos, internet, varejistas independentes, cadeias de restaurantes e mercearias. O ano começou com a NRF 2019, onde assisti a mais de 30 palestras. Ouvi mais de 100 palestrantes. E visitei mais de 40 lojas. A tendência para ampliar as vendas vão do ominichannel (convergência de canais de relacionamento com o cliente) à curadoria. Para, desse modo, facilitar ao máximo a decisão do consumidor.

Dessa experiência, quero compartilhar 11 principais variáveis que vão fazer a diferença nas estratégias do varejo.


Experiência liberdade e acolhimento no ambiente de venda.

Enriquecimento da experiência por meio da inclusão de interações digitais que melhoram a experiência e, especialmente, reduzem o atrito do fechamento da compra.


Personalização integração da abordagem física, humana e digital.

Deve estar cada vez mais apta a se conectar aos anseios particulares de cada cliente. A tecnologia em conjunto com interfaces digitais amigáveis permite a customização em tempo real de forma escalável. O consumidor estabelece um novo senso de valor e conexão com marcas e produtos.


Imersão profundidade de relacionamento como diferencial competitivo.

Envolvendo os clientes no processo de troca de informações com microrrecompensas relevantes em troca do enriquecimento de dados. Possibilitando estabelecer valor individualizado.


Flexibilidade uma jornada fluída

De longe o mais importante para as marcas oferecerem aos seus clientes habituais. Pode não ser possível encantar sempre, mas ter de experimentar um processo moroso e truncado a cada compra que não deu certo é um adeus silencioso.


Agilidade implantação de melhorias digitais ou estruturais

Precisarão acontecer em ciclos cada vez menores, explorando o modelo de MVPs que reduzam o “time to market” e acelerem a curva de aprendizado.


Facilidade cultura do caixa e até do pagamento em dinheiro serão coisas do passado.

Soluções de autosserviço serão cada vez mais desejadas e utilizadas pelos consumidores; com trocas e devoluções descomplicadas e sem burocracia adicional.


Eficiência a operação deve se basear no objetivo comum de reduzir o atrito.

Simplificando ao máximo a parte burocrática do relacionamento. Deixando, dessa forma, a jornada mais natural, simples e fluída, seja para compra, troca, recebimento, pagamento ou atendimento.


Confiança

O cliente precisa sentir que “valeu a pena” a escolha que realizou. Seja a ida à loja, a compra de um produto ou a utilização de um serviço. Isso precisa ser recompensador. Na era da gratificação instantânea, em que todos querem fazer valer suas vontades, desejos e exigências, a gratificação maior do consumidor é ter sua confiança renovada após uma recompra bem-sucedida. Pois estabelece a sensação de que seu voto de confiança foi mais do que acertado, foi merecido.

Curadoria não só dos produtos, mas do que é entregue em toda a jornada.

Disponibilizando cada vez mais informação nos moldes de contador de histórias (storytelling), ambientação e até apresentações especiais (quase cênicas) dos produtos para materializar o valor deles e conectar o consumidor com o ambiente lúdico da marca (trade marketing).


Regionalização

O distanciamento virtual demanda proximidade física e presença regional. Cada vez mais, as marcas e negócios digitais demandam estratégias de bases físicas com o propósito conjugado de estabelecer conexão e valor, bem como de ampliar a eficiência logística do relacionamento. Transformando lojas físicas em catalizadores do relacionamento digital e motores logísticos da jornada expandida do consumo fora dos ambientes físicos da marca.


Humanização

Experiências precisam criar conexão, e isso só e possível com muita pertinência e relevância, o que demandará cada vez mais sensibilidade das marcas para conhecer, interpretar e acolher as necessidades mais particulares dos seus clientes. A sensibilidade com o outro parece ser o recurso mais escasso na era digital.

Entendo que essas são as 11 tendências no varejo de ponta internacional. Algumas já estão implantadas no Brasil, especialmente porque não há mais fronteiras quando o tema é consumidor na era digital.

Fabrizzio Topper
Professor, consultor, empreendedor e cientista de consumo da era digital

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