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Papelaria Boas ideias, bons negócios

Ipanema Papéis serve de inspiração para quem pretende ganhar novos públicos e mercados

À frente de muitos profissionais do mercado de papelarias, Romulo Ribeiro Pais, proprietário da papelaria . Ipanema Papéis, é uma inspiração para quem deseja atrair ainda mais clientes e expandir sua loja física para uma virtual. Com o uso diário de redes sociais, ele mostra como é possível ganhar visibilidade e alcançar públicos de diferentes faixas etárias com uma ideia que está ao alcance de todos.

O primeiro passo do empresário rumo ao aumento das vendas foi a criação de uma página no Facebook, mas ele não parou por aí. Além de divulgar seu trabalho nessa rede, ingressou em outra e, com as pesquisas que foi fazendo por meio delas, chegou a um plano mais ousado em novembro de 2017: um evento que reuniu influenciadores digitais apaixonados por papelaria.

Antes disso, seu sucesso nas redes sociais começou a ficar tão grande que, atendendo a pedidos, ele decidiu abrir uma loja on-line para que fosse possível alcançar clientes de outros estados. “Uma coisa puxou a outra. Quando começamos a divulgar bem e aumentar o número de seguidores no Instagram, tivemos muitos pedidos para vender na internet, então criei a loja virtual. As minhas vendas na loja on-line só vêm crescendo por causa da melhora da minha performance nas redes sociais. Temos noção por onde o cliente conheceu a loja virtual, e 40% de quem entra no site, hoje, entra pelo ‘Insta’. Na loja física é difícil mensurar, mas na virtual a gente tem esse controle”, comparou.

Empresário reuniu influenciadores digitais que dão dicas sobre como estudar para concursos e comentam sobre material de papelaria através das redes sociais.

Entretanto, entrar no universo da internet não é só alegria. O empresário fala das dificuldades que qualquer comerciante conectado pode enfrentar. “A partir do momento em que você abre mais um canal de comunição com o cliente, você tem que ficar disposto a escutar coisas que você não quer, e quando escuta, tem que responder a críticas de forma educada e resolver problemas. As pessoas querem ser respondidas o mais rápido possível, portanto, mais um motivo para você ter um fluxo de postagem diário, para que você responda, de preferência, na hora em que a pessoa reclamou. O cliente não quer saber se você é uma empresa grande ou pequena, ele não quer saber se você é o dono e está fazendo todas as funções ao mesmo tempo, ele só quer resolver o problema dele”.

Sobre o evento, Romulo explica como conseguiu colocá-lo em prática. “O primeiro passo foi identificar que existe um grupo de pessoas que se intitulam concurseiros (quem estuda para concurso público ou já é concursado, mas continua estudando para um concurso melhor). Quando eu identifiquei esse público, vi que havia uns que eram altamente formadores de opinião. Falavam sem ter conhecimento técnico do produto, mas, ainda assim, convenciam pessoas a comprarem esses produtos. A partir disso, fiz pesquisa no ‘Insta’ sobre esses concurseiros e identifiquei alguns do Rio de Janeiro. Eles têm 100 mil seguidores ou mais e ninguém nunca deu valor a eles. No máximo, recebiam mercadorias para fazer divulgação ou sorteio. Comecei a procurar, não pela quantidade de seguidores, mas pelo que eles publicam. Busquei os influenciadores que amam artigos de papelaria e mandei mensagem para cada um. Por outro lado, fechei parceria com quatro fornecedores do setor para me apoiarem”, explicou o empresário.

E, assim como manter bons perfis nas redes sociais, fazer um evento – ainda mais com uma ideia inovadora como a do Romulo – também não foi fácil. Segundo ele, o desafio foi convencer os patrocinadores a investirem na sua ideia. “Foi muito difícil fechar parcerias, porque quem não está neste mundo virtual não tem noção que ter 20, 30, 40, 50 mil seguidores é muito difícil. Então, o que eu falava para tentar convencer os patrocinadores era: ‘vou reunir 15 pessoas numa sala para vocês divulgarem os seus produtos – dando brindes, claro – só que vocês terão, por trás dessas 15 pessoas, outras 500 mil assistindo’, porque juntando os seguidores de todos dava mais de 500 mil pessoas. Cada parceiro teria 30 minutos para fazer uma breve explicação técnica para mostrar seu material para essas 15 pessoas, com um total de duas horas de evento. Para não ter conflito, busquei fabricantes que não tinham produtos iguais”.

Mesmo com as dificuldades, o encontro com os concurseiros foi um sucesso. O dono da Ipanema Papéis ficou tão satisfeito com o resultado que já está preparando seu próximo evento. “Essa iniciativa surtiu muito efeito. Percebi um aumento imediato no número de seguidores. Conforme eles iam postando, o pessoal que gostava começava a seguir o perfil da minha papelaria. Só o efeito no aumento das vendas que fica difícil de mensurar. Por mim, eu já teria feito outro encontro antes, só que não é tão fácil assim, então pretendo fazer em março deste ano, em São Paulo”, planeja o empresário, que já tem o costume de realizar eventos para promover sua loja física, como montar espaço para colorir e workshops com materiais específicos. “Mas evento para estudantes, e motivado por uma rede social, eu nunca tinha feito”, finaliza.

Para quem pretende investir na visibilidade que a internet proporciona, o empresário dá algumas dicas. “A primeira coisa é saber que, se você quer divulgar seus produtos, o Facebook e o Instagram são as principais redes sociais; a outra é ter persistência, pois não é fácil ganhar seguidor. As pessoas te seguem porque gostam do que você posta, então é fundamental ter fotos de qualidade, fazer bons efeitos e ter um texto bacana, pois tudo isso influencia”, enumera Romulo, que também alerta que não adianta achar que vai começar hoje e amanhã já estará cheio de seguidor. “Esse é um trabalho de formiguinha. Além disso, é importante estar sempre disposto a responder o mais rápido possível e saber lidar com as críticas, pois no começo você terá mais reclamações do que elogios”, alerta.

A primeira coisa é saber que, se você quer divulgar seus produtos, o Facebook e o Instagram são as principais redes sociais; a outra é ter persistência, pois não é fácil ganhar seguidor. Esse é um trabalho de formiguinha. Além disso, é importante estar sempre disposto a responder o mais rápido possível e saber lidar com as críticas”

Rômulo Pais, Ipanema Papéis

É importante estar atento às tendências de cada rede social. Romulo já está buscando mecanismos para melhorar sua performance no Facebook e alerta aqueles que não sabem quanto tempo precisam se dedicar à internet. “Só para o Instagram, eu dedico mais de quatro horas, pois ele é o que mais me dá retorno. Tenho percebido que o Facebook não é uma rede social que as pessoas entram para ver foto, elas querem saber de notícia. O ideal é postar vídeos e curiosidades nessa rede. Estamos começando a mudar nosso perfil no ‘Face’, investindo em curiosidades de papelaria”, adianta.

Além de muita iniciativa e engajamento digital, o empresário não tem problemas para compartilhar detalhes de sua experiência. Romulo revela qual é o tom que usa nas páginas de sua papelaria nas redes sociais. “No Instagram, 96% do meu público é mulher. Portanto, eu falo como se eu fosse uma também. Essa linguagem de emojis, muito agradecimento e um tom mais fofo nas respostas é o que dá certo para mim. É até engraçado, porque quando perguntam o meu nome e eu falo que é Romulo, as pessoas se surpreendem. No ‘Face’ eu respondo mais formal. Quanto à dúvida se a internet é mais eficaz na hora de vender ou divulgar os produtos, o dono da Ipanema Papéis respondeu apontando onde os empresários erram. “Os dois estão interligados”. Segundo ele, quem divulga consegue visibilidade, e mesmo que as pessoas que viram seus produtos não comprem, essa visibilidade faz com que você crie uma ligação com elas. “Quando elas precisarem de um produto que você divulgou, vão lembrar da sua loja. Se você está fazendo um bom trabalho, terá um retorno em vendas. Fazer eventos e ter seguidores é o que eu busco para aumentar as vendas, mas sei que isso vem com o tempo, é um investimento a longo prazo. Acho que um dos problemas da maioria dos empresários no Brasil é querer um retorno imediato”, conclui.

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