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É hora de brincar!

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Papelaria É hora de brincar!

Crescimento do setor de brinquedos mostra que o investimento nesses produtos é uma boa alternativa para papelarias

Passado o período de volta às aulas, surge um novo desafio para as papelarias. Como prosperar e manter o lucro durante o resto do ano? A solução para isso está no planejamento, na criatividade e, consequentemente, na diversificação do mix de produtos ofertados. Uma das maneiras de garantir que essa solução seja efetiva e traga bons resultados está na venda de brinquedos.

Prova disso é que, em 2018, o setor de brinquedos confirmou o ritmo de crescimento da última década. Registrando aumento de 7,5%, conforme apontou a Abrinq (Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedo). Somado a isso, a associação divulgou que a indústria do brinquedo se mantém em crescimento há uma década, e tem como previsão um acréscimo de mais 9% este ano. Em 2018, o setor faturou quase meio milhão a mais que no ano anterior – R$ 6,8 milhões.

Nos últimos anos, houve também o aumento do número de variedade de brinquedos disponíveis no mercado. Atualmente, há 4.100 tipos de brinquedos contra 3.800 encontrados no mercado em 2015, segundo a Abrinq. Dentro dessa variedade, são encontrados brinquedos direcionados ao desenvolvimento afetivo, à primeira idade, às relações sociais, às atividades intelectuais, à criatividade, às atividades físicas e ao mundo técnico.

O mais recente relatório de estatísticas divulgado pela Abrinq revelou outro aspecto interessante em relação ao comércio de brinquedos. Historicamente, a venda de produtos é muito maior no segundo semestre do ano. Em 2018, enquanto os três primeiros meses representaram 4,3%, os três últimos totalizaram 9,3% das vendas de brinquedos do ano. Esse dado demonstra como investir no comércio desses produtos pode ser rentável para as papelarias. Provando ser uma solução para o período de baixa no segmento escolar.

Segundo os dados, os pais estão comprando brinquedos que desenvolvam a parte motora e cognitiva, percepção do tempo e noção de espaço das crianças.

Embora as crianças, aparentemente, estejam cada vez mais preferindo brinquedos eletrônicos, como videogames e tablets, a pesquisa divulgada pela Abrinq mostrou que os produtos mais vendidos são as tradicionais bonecas e bonecos. Em 2018 eles corresponderam a 19,2% do total das vendas, seguido dos veículos (carrinhos, motos, pistas), com 16,7% das vendas, dos itens esportivos (patins, patinetes bicicletas etc.), que representaram 12,1%, e dos jogos de tabuleiro, responsável por 9,7% das vendas.

Esses dados mostram que os pais estão comprando brinquedos que possam desenvolver a parte motora, a percepção do tempo, a noção de espaço, a observação sobre o corpo e a parte cognitiva das crianças. Por meio do aperfeiçoamento do raciocínio e habilidades físicas e mentais. Além desses fatores, nota-se uma busca por brinquedos que incentivam a relação social da criança com outras crianças ou adultos. Embora os preferidos das papelarias sejam os brinquedos considerados educativos, há possibilidade de investimento em outros produtos, já que, atualmente, os fabricantes de brinquedo estão se preocupando com o desenvolvimento da criança.

Novidades no mercado

No mês de março, aconteceu em São Paulo, mais uma edição da Abrin – Feira Internacional de Brinquedos. O evento é a terceira maior feira do setor do mundo e a maior da América Latina. Ela movimenta 25% dos negócios da indústria nacional de brinquedo no ano. Durante os quatro dias de evento, o público pôde conferir mais de mil lançamentos entre brinquedos em geral, colecionáveis e educativos, jogos, pelúcias, artigos para festas, fantasias, puericultura leve e pesada, entre outros – que começam a chegar às lojas de todo o país nos próximos meses.

Segundo os organizadores da feira, o evento contou com 130 expositores de brinquedos e 15 mil lojistas e compradores. O evento também ofereceu experiências, conexões, ideias e soluções aplicáveis para incrementar os pontos de venda e impulsionar ainda mais as vendas ao consumidor. A partir da última edição da Abrin, a Revista da Papelaria selecionou os produtos que são tendência no mercado de brinquedos e que devem estar nas prateleiras dos empreendimentos que desejam lucrar em 2019. Confira.

Jogos de tabuleiro!

Os jogos de tabuleiro são uma alternativa aos brinquedos digitais. Trata-se de um clássico que, aos poucos, conquista cada vez mais espaço, ampliando sua penetração das residências para eventos, bares e cursos, entre outras atividades. Ao reunir amigos, familiares e colegas, os jogos de tabuleiro estimulam o raciocínio, concentração, criatividade e interatividade. É um mercado em ascensão que respondeu por um faturamento anual perto de R$ 600 milhões em 2018.

War, da Grow

O clássico chegou ao Brasil em 1972 e, desde então, é um dos preferidos do público de diversas idades. Nele, ganha quem alcançar primeiro o objetivo, seja dominar vários continentes ou eliminar um dos participantes. O jogo pode ser encontrado em outras versões: War II, War Império Romano e War III.

Papelaria War da Grow

Atlandice, da Meeple BR

O lançamento Atlandice apresenta uma proposta ágil e cheia de reviravoltas. Cada um dos jogadores precisa salvar o máximo de itens possíveis antes que a mística ilha de Atlântida afunde e todos seus segredos se percam. O jogo permite que cada participante visite apenas alguns poucos setores da cidade à cada rodada. O que não deixa que qualquer item possa ser resgatado e que promete tornar a partida ainda mais divertida.

Papelaria Atlandice da Meeple BR

Ilha dos Dinossauros, da Meeple BR

O jogo chega ao mercado brasileiro ainda este ano e já é febre no exterior. Nele, cada jogador se torna um administrador de um parque. O jogador precisa coletar DNA de dinossauros, pesquisar as “sequências” necessárias para cada dinossauro e, é claro, combinar esse DNA, criar seu próprio animal e montar um espaço adequado para cada novo habitante.

Papelaria Ilha dos Dinossauros da Meeple BR

Cidades Submersas, da Meeple BR

Este jogo também chega ao mercado anda este ano e promete ser bem-sucedido entre o público brasileiro. Foi premiado no exterior como melhor jogo do ano. Cada jogador deve salvar a população da Terra por meio da construção de cidades submersas.

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