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O fim já começou

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Papelaria O fim já começou

Entre operações do Procon, redes sociais e personagens, a Revista da Papelaria fez um giro pelo mercado para registrar os últimos momentos do volta às aulas 2018

Na época em que crianças e adolescentes querem apenas se divertir e aproveitar as férias, pais, mães e comerciantes estão com o foco voltado para o ano letivo. O mês de janeiro tende a ser a época em que o mercado de papelarias apresenta os melhores resultados, tudo por conta do período de volta às aulas. Procons e órgãos de direito do consumidor em todo país iniciam, neste período, ações de fiscalização no comércio, de olho na legislação de consumidor, e realizam pesquisa de preços para avaliar a variação que há entre uma loja e outra.

No Rio de Janeiro, o Procon iniciou, já na primeira semana do ano, uma operação batizada de Professor Girafales, em que fiscais verificam o cumprimento da legislação do consumidor nos estabelecimentos. Na visita, os técnicos verificam o estado de conservação e segurança do local, se os produtos expostos exibem preços, se possui livro de reclamações à disposição do cliente, entre outras regras.

Até o dia 10 de janeiro, a Operação Professor Girafales do Procon-RJ já havia fiscalizado 55 papelarias no Rio, Niterói e São Gonçalo. Entre as irregularidades mais encontradas estão a ausência do certificado do Corpo de Bombeiros e a falta de preço nos produtos expostos à venda. Para o diretor de Fiscalização do Procon-RJ, Marco Antônio da Silva, é importante que lojistas e consumidores conheçam seus direitos e deveres. “Além de proteger o direito do consumidor, a ação do Procon-RJ tem o objetivo de orientar e esclarecer tanto os lojistas quanto os clientes, já que ambas as partes desconhecem algumas leis que regem as relações de consumo”, alerta Silva.

Os consumidores devem estar atentos aos pedidos das escolas, e é papel dos lojistas auxiliar o cliente durante a venda. Segundo o Procon, a lista de material escolar não pode pedir materiais de uso coletivo, como também não pode ser exigida a marca dos produtos. Itens como algodão, canetas para lousa, copos descartáveis, material de escritório e de limpeza e medicamentos também não podem ser cobrados na lista.

Já em São Paulo, o órgão de defesa do consumidor realiza pesquisa de variação de preços durante o período de volta às aulas. A Fundação Procon-SP detectou diferenças de preço de até 260% para um mesmo produto em lojas da capital. Uma caneta esferográfica 062 Fine 0,7 mm da Faber-Castell, por exemplo, em um estabelecimento foi encontrada por R$ 1,75 e em outro era vendida por R$ 6,30. Afora a discussão sobre qual valor era inadequado, a pesquisa comparou os preços de 189 itens comuns à mochila de um estudante, como apontadores, borrachas, cadernos, canetas, lápis de cor, entre outros, vendidos em nove estabelecimentos da capital.

O Procon-SP comparou, ainda, 136 produtos comuns entre as pesquisas de 2017 e a atual e constatou um acréscimo de 9,25%, em média, no preço desses itens. Apesar disso, a comerciante Elisângela Souza, da Trevo Papelaria, loja com 30 anos de atividade em São Paulo, diz que a exigência do público a cada ano tem sido por preços mais acessíveis, mas, ainda assim, ela está otimista em relação ao crescimento das vendas para 2018. “Nossa expectativa é a melhor possível. Apesar de todas as dificuldades enfrentadas pela economia no país, não podemos reclamar do nosso setor. Investimos muito na variedade de produtos, oferecemos tudo o que os pais/mães precisam para as listas dos seus filhos com preço competitivo e um atendimento impecável. Acreditamos que em 2018 devemos atingir nossos objetivos de vendas”, torce Elisângela.

Na Trevo Papelaria a expectativa para o resultado da volta às aulas é a melhor possível: “apesar de todas as dificuldades enfrentadas pela economia no país, não podemos reclamar do nosso setor”.

De acordo com a proprietária da tradicional papelaria no bairro de São Miguel Paulista, sua loja é reconhecida por oferecer grande variedade de produtos. Hoje são cerca de cinco mil itens entre artigos de papelaria, brinquedos, presentes, armarinhos, informática e tecnologia das principais marcas do mercado. Segundo Elisângela, a variedade de sortimento é um grande diferencial para manter o comércio aquecido e fidelidade dos clientes.

Acompanhando as novas tecnologias e tendências de negócio, Elisângela tem investido nas estratégias de divulgação por meio das redes sociais. A empresária acredita no grande potencial da ferramenta, mas confessa que não tem explorado esse meio como deveria. Já o comerciante José Armando de Figueiredo, da Papelaria Mil Dicas, tradicional loja na zona sul do Rio de Janeiro, oferece aos clientes a comodidade de pesquisar preços e opções de produtos pelas redes sociais e ainda comprar pela internet, sem sair de casa. “A internet impulsiona a divulgação e traz proximidade com o cliente”, comemora Figueiredo.

A Mil Dicas apostou na internet para garantir aproximação com os clientes. Eles esperam movimentação até o último momento antes das aulas começarem.

Em tempo de Facebook, Instagram e WhatsApp, as principais estratégias de lojistas para alavancar as vendas, este ano, tem sido o investimento nas redes sociais. Os velhos conhecidos panfletos, folhetos impressos, porém, não são descartados. Para José Armando de Figueiredo, ainda é uma boa estratégia de divulgação na porta das escolas.

Atrair o cliente até seu ponto de venda é importante, mas garantir que ele encontrará o que procura é fundamental. Os comerciantes são unânimes quando a pergunta é: que personagens não podem faltar nas prateleiras, nas capas de caderno e estampas de mochilas? Este ano, a grande estrela tem sido o unicórnio. O cavalo branco, símbolo da mitologia grega, deve dominar as salas de aula de norte a sul do Brasil em 2018. Os personagens licenciados de super-heróis da Liga da Justiça também estão em alta e presentes na lista de material escolar, especialmente dos meninos.

Os clientes também estão em busca de vantagens competitivas. As promoções e condições de pagamento diferenciadas atraem o consumidor e são apostas de lojistas para este volta às aulas. Descontos nas compras à vista, parcelamentos no cartão de créditos estão entre as vantagens que podem ser encontradas na maioria das lojas.

Apesar de a escola não poder exigir as marcas de produtos na lista de material escolar, de acordo com a legislação, muitos pais e estudantes já chegam com a marca na ponta da língua. Segundo os lojistas, entre as mais vendidas estão as que o consumidor relata ter mais confiança, pela qualidade e tradição, como Tilibra, Faber-Castell, BIC e Acrilex. Elas não podem faltar nas papelarias de todo Brasil.

Comerciantes destacam que ainda aguardam por um aumento de vendas no final do mês de janeiro e início de fevereiro. Segundo José Armando Figueiredo, da Mil Dicas, o brasileiro tem costume de deixar as coisas para cima da hora. “Esperamos que o movimento seja melhor do que no ano passado. Esperamos uma procura maior mais próximo ao início das aulas”, analisa Figueiredo.

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