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Pequenos gestos, grandes mudanças

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Promovida pela Caçula, a feira Rio Artes Manuais chega à sua 13° edição com o tema sustentabilidade

Entre os dias 20 e 24 de março, o Centro de Convenções SulAmérica, no Rio de Janeiro, recebeu mais de 50 expositores do setor de papelaria e artesanato. Grandes nomes como Condor, Círculo, Acrilex, Döhler, Filiperson, e outros, reuniram mais de 20 mil visitantes que queriam conhecer novos produtos e técnicas. O clima geral era de euforia do imenso público, composto, em sua maioria, por mulheres entre 40 e 60 anos de idade. Todas andavam com sacolas de brindes e compras e aguardavam nas filas para participar das oficinas que aconteciam pelo espaço. Algumas estavam na feira pela primeira vez, outras já tinham o evento como rotina, mas uma coisa unia todas: a paixão pelo artesanato.

Treze anos de Rio Artes

Foi essa mesma paixão que inspirou Roberto Santos, diretor do grupo Caçula, a idealizar a Rio Artes Manuais 13 anos atrás, como um evento onde todos os agentes da cadeia produtiva do artesanato pudessem se encontrar para desenvolver as novas técnicas e lançar produtos. Desde então, mais de 250 mil empreendedores passaram pela feira, se capacitando e conhecendo as novidades.

Para o profissional, o potencial do artesanato é enorme, ainda mais em uma cidade turística como o Rio de Janeiro, e o mercado papeleiro pode se beneficiar ainda mais desse meio. “As papelarias já estão se aproximando desse mercado há um bom tempo, várias empresas do setor já viram o nicho que é o artesanato e estão entrando nesse negócio. Empresas de papéis, tintas, colas… Todas essas indústrias já estão aqui, estimuladas pela Caçula a participar e orientar seus negócios para o artesanato”, elabora Roberto.

Oficinas, ecologia e aprendizado

Duas grandes atrações da feira foram o estande da Acrilex, sempre lotado de participantes aprendendo técnicas de pintura e que tipo de tinta usar em materiais como madeira, tecido, porcelana e biscuit; e o da Condor Pincéis, com aulas ministradas pela equipe de artistas plásticos da empresa, onde o público pôde aprender diferentes formas de pinceladas, dicas de cuidados, limpeza dos pincéis e técnica com materiais reciclados.

O estande da Círculo, empresa líder no setor de fios e linhas, também foi destaque na feira, oferecendo oficinas para a confecção de diversas peças em crochê e tricô. “Nós focamos a sustentabilidade, que é o tema da feira, trabalhando com ecobags e produtos naturais. Como é o caso do Anne, nosso novelo de algodão puro, natural e sem tingimento, que é o que está sendo usado na maioria das oficinas.”, conta a coordenadora de marketing, Fernanda Wieser.

 Outra novidade que a empresa trouxe foi a demonstração da técnica de trançar o cabelo com fio de polipropileno, lançado originalmente para o artesanato, mas que, no Rio de Janeiro, acabou ganhando dos consumidores esse uso inusitado. Chamou atenção também o Amigurumi, tipo de fio ideal para crochetar ou tricotar pequenos bonecos tridimensionais, técnica também ensinada nas oficinas.

Todas as marcas se comprometeram com a temática sustentável, e a fabricante de papéis Filiperson trouxe para seu estande a linha ecolight com 30% de carga mineral (em substituição à celulose), 0% de corante e 0% de alvejante óptico, mantendo a cor branca natural sem agredir a natureza.

A empresa também tem longa tradição de ministrar oficinas mostrando os diferentes usos dos tipos de papel. “O diferencial de estar presente em uma feira como a Rio Artes Manuais é justamente divulgar e atingir o público de artesãos. Nós recebemos um retorno muito bacana pós-feira de alunos que se profissionalizaram. Inclusive, temos uma professora que por muitos anos já esteve aprendendo na nossa bancada.”, comenta Thais Motta Vidal, analista de marketing da Filiperson.

O público feminino com mais de 40 anos é a maioria esmagadora dos visitantes do evento. Elas têm oportunidade de conhecer detalhes dos produtos dos 50 expositores e participar de dezenas de oficinas com diversificadas técnicas.

Estande agitado

Talvez o local que mais chamou atenção tenha sido o estande de 162m2 da Döhler, empresa têxtil centenária que está entre as principais fabricantes brasileiras de cama, mesa e banho. O espaço recebeu cinco aulas por dia, ministradas pelo artista plástico Marcelo Darghan e professoras convidadas. Ensinando reaproveitamento de materiais e uso de moldes reciclados, para acompanhar a temática da feira, assim como técnicas de pintura, pontos variados em tecido e aplicação de tecido e bordado, o estande também contou com palestras de convidados sobre tendência e dicas para melhorar a rentabilidade do negócio. Tudo isso com muita música e animação.

Para Elisabeth Döhler, gerente de desenvolvimento de produtos da empresa, esse contato com o cliente é fundamental, o que explica a sua presença durante toda a feira, conversando e animando o público durante os cursos. “Além desse evento aqui no Rio, nós cobrimos sete a oito cidades anualmente, levando um curso gratuito de artesanato. Dessa forma, o consumidor tem a oportunidade de aprender uma habilidade nova e experimentar nossos produtos, e nós temos a oportunidade de conhecê-lo e estar com ele frente a frente, conversando, anotando e sentindo quem ele é para trabalharmos em cima disso”, ela explica.

Mais novidades no próximo ano

A próxima edição da Rio Artes Manuais já tem data marcada! A feira irá acontecer entre os dias 18 e 22 de março de 2020, novamente no Centro de Convenções SulAmérica, e promete grandes temas relevantes. Para mais informações, basta acessar o site www.rioartesmanuais.com.br

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