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Papelaria Pequenos notáveis

Pen drives se tornaram produtos adquiridos por impulso. Ou seja, sua decisão de compra é realizada já na loja, enquanto os clientes estão adquirindo outros itens. Mas, surpreendentemente, para muitos profissionais, eles são também itens de sobrevivência no trabalho. Na rotina acadêmica de professores, por exemplo, a indisponibilidade da internet para acesso a computadores parece ser uma constante. O fato faz com que dependam do pen drive para as práticas de ensino. Angela Zamin, professora da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), carrega dois em um cordão, junto com as chaves do gabinete.

Entre as opções de sua coleção – ela guarda todos já adquiridos por se preocupar com o descarte correto de eletrônicos –, o xodó é um modelo de 32 GB da Kingston. Com duas entradas, ele é capaz de levar arquivos do celular para o computador e vice-versa. “Quando vou a algum lugar sem wi-fi, ele é muito prático. Porque me permite baixar arquivos usando a internet do meu plano de telefonia e levá-los para o computador para trabalhar. No campus costumamos ficamos sem internet, pois falta luz, e o pen drive permite essa troca de arquivos”.

Parceiros do dia a dia

O uso de pen drives também faz parte da rotina de fotógrafas como Polyana Matozinhos, de Juiz de Fora (MG), que trabalha com arquivos pesados, como fotos em alta resolução para tratamento. “Uso pen drive para facilitar o transporte de poucos arquivos temporários. Mas são arquivos pesados o suficiente para demorar a carregar usando a nuvem”, detalha ela. Para evitar falhas durante o uso, ela prefere marcas mais conhecidas do mercado e opções com maior armazenamento; “16 GB ou 32 GB são suficientes”.

Fellipe Faria, gerente de produtos em Porto Alegre (RS), usa pen drives cotidianamente. Principalmente por serem mais rápidos e não dependerem de internet. “Eu transporto apresentações e arquivos entre salas de reunião da empresa”. Na vida pessoal, o pen drive facilita o compartilhamento de fotos e outros arquivos com amigos. “O que eu mais uso cabem 16 GB”, detalha. Ele também usa o pen drive como backup de arquivos muito importantes. Para o caso de documentos originais se perderem no computador. “Por isso, prefiro os mais robustos, aqueles mais antigos. Esses novos modelos, com conector fininho, sempre me irritam, porque nunca sei direito de que lado colocar”, conta.

Vasto portfólio

Luiz Cagno, gerente de produtos de memória da Multilaser, indica que os modelos mais vendidos da empresa são os da linha Twist, com 8 GB e 16 GB de armazenamento. “Somente nesses modelos, a Multilaser vende mais de 500 mil peças por mês, sendo, portanto, líder absoluta de mercado nessa categoria”.

Segundo o gerente, o mercado mostra que a demanda maior se concentra nos modelos de menor custo. Portanto não nos produtos de maior valor agregado, como pen drives licenciados ou com design especial, ainda que haja opções divertidas ou mais caras à venda. “Um exemplo é o Pen drive 3.0. Esse tipo tem uma tecnologia permite a transferência de dados de forma muito mais rápida, mas, em virtude de o preço ser maior, sua procura é bem modesta”. Ele sinaliza que existe uma tendência de crescimento gradual na compra de pen drives com maior capacidade de armazenamento, como 32 GB, principalmente pelo fato de o custo estar baixando nessas categorias.

E o preço?

Para o dono de papelaria, é importante estar atento ao posicionamento de preço dos itens. “Esses valores geralmente flutuam devido ao custo da memória e do dólar. Sendo assim, é importante acompanhar essas mudanças para estar com preços compatíveis com o mercado”. Quanto ao posicionamento na loja, a principal dica de especialistas como Luiz Cagno é colocar o produto no checkout. Pois ele funciona como uma forma de maximizar as vendas. “Recomendamos o uso de gancheiras atrás do caixa. Mas a Multilaser fornece displays que ajudam a posicionar e expor o produto, aumentando a segurança. Quanto maior o confinamento, menor é a chance de efetivar uma venda por impulso”.

Dicas de quem sabe o que faz

Paulo Vizaco, diretor da Kingston, indica que, de forma geral, os pen drives são commodites, mas ele observa que o consumidor procura e prefere modelos que tenham porta USB 3.0. “Existe demanda por novos modelos, com novas capacidades e design, mas o que rege a demanda é o preço. Assim, modelos diferenciados têm procura, mas são vendidos em menor escala”, avalia. Com relação ao posicionamento nas lojas, ele sugere trabalhar os itens com curva A de vendas. “Preferencialmente, uma família de cartões e outra de pen drives. Também recomendamos, sobretudo, a adoção de displays em local de grande circulação e fácil visualização. Pois essa medida garante melhor exposição para o produto e estimula a compra”.

A SanDisk, outra gigante do setor, tem diversos modelos disponíveis, com várias capacidades, para todos os gostos e bolsos. Além da linha completa de pen drives para computador, a marca também possui uma linha para celular. A empresa conta que, há poucos anos, a capacidade mais escolhida era a de 4 GB, que passou para 8 GB. Hoje, a capacidade mais procurada é a de 16 GB, no mínimo, em função do aumento da produção de informações e arquivos em ambientes digitais. A dica da SanDisk para maximizar as vendas passa por conhecer e diversificar o portfólio. Oferecendo assim a melhor alternativa para cada consumidor.

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